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BLOG DE ENTRETENIMENTO, FICÇÃO, REFLEXÃO E O QUE MAIS ADIANTE PODERÁ SER VISTO E LIDO (QUEM TIVER PACIÊNCIA...)
Sábado, 8 de Julho de 2006
Não deixem abrir a tumba de D. Afonso Henriques!...

Galeria_54B001_vit_01.jpgVai ser uma chatice.

Peço encarecidamente à ministra que não deixe abrir o túmulo de D. Afonso Henriques. É que se o abrirem e se forem fazer o teste de ADN aos ossos do monarca vão confirmar, cientificamente, o que já se suspeitava há muito, mas tem vindo a ser silenciado. D. Afonso Henriques não era filho genuíno de D. Henrique e de D. Teresa.

Era um usurpador.

O reino de Portugal, vai-se saber agora, nasceu de uma aldrabice, que tem moldado o carácter aldrabão dos portugueses ao longo dos séculos.

O pequeno Afonso, o genuíno, nasceu raquítico (pesava um quilo e trezentos), sofria de lábio leporino, era estrábico em último grau e exibia várias malformações entre as quais a atrofia dos órgãos reprodutores e a ausência de um pulmão. Era um gebo.

Mesmo assim o Conde D. Henrique, acreditando nas propriedades curativas das águas termais, teimou em enviá-lo para Chaves acompanhado do seu aio D. Egas Moniz e do fiel escudeiro deste, D. Paio de Menezes.

Naquele tempo, demorava-se quase três meses a ir de Guimarães a Chaves em carros de bois, as limusinas da altura.

Era preciso passar rios e ribeiras sem pontes e os caminhos eram miseráveis. Ao atravessarem a serra do Marão, o pequeno Afonso, já de si de fraca saúde, contraiu uma pneumonia que só não foi dupla porque o monstrozinho só tinha um pulmão.

Por essa altura a caravana de Egas Moniz cruzara-se com um pastor de cabras, um cabreiro, ao que consta, de perto de Vila Pouca de Aguiar e reparou no filho deste. Um rosado, forte e saudável bebé pouco mais velho que o tísico e agora irremediavelmente doente Afonsinho do Condado e, curiosamente, com traços fisionómicos semelhantes aos do filho do Conde D. Henrique.

Na mente do Aio começou a germinar o plano B.

Egas Moniz concluiu que o Afonsinho já não se podia safar. Abreviou-lhe o sofrimento apertando-lhe o fino pescoço e, de conluio com D. Paio de Menezes, deixou ficar o pequeno cadáver, que mais parecia um coelho esfolado, para servir de (fraco) repasto aos lobos.

O filho do cabreiro foi então comprado pelos nobres vimaranenses seguindo-se juras e compromissos solenes para a manutenção do importante segredo. Já na companhia do novo e recém "baptizado" Afonso Henriques seguiram para Chaves onde chegaram algum tempo depois, iniciando a educação do menino serrano e parolo com vista a ensinar-lhe os hábitos da corte.

Ficaram em Chaves quase quatro anos, mandando raros recados para o Paço de Guimarães, anunciando aos "pais" do cachopo, as milagrosas melhoras devidas, naturalmente, às águas termais de Chaves que, também nesta aldrabice, começaram a ganhar fama (e proveito…).

O certo é que, quando chegou a Guimarães o "novo" D. Afonso Henriques já exibia uma estatura e desenvoltura física fora do comum. Nem o pai com cerca de metro e meio de altura, como se pode verificar na sua sepultura na Sé de Braga, nem a mãe, ainda mais pequena, acharam estranho terem um filho que aos treze anos já tinha um metro e oitenta e tal e numa época em que a média de altura do pessoal não atingia sequer um metro e sessenta.

Consta que este Afonso Henriques já tinha pelos no peito aos onze anos. Era valente e forte mas, o carácter é que era igualzinho ao do pai, o cabreiro de V. Pouca de Aguiar, conhecido pelas suas tendências para o jogo, gajas, vinho e gosto por cenas de pancadaria.

Esta é a origem da primeira dinastia deste triste reino. Fraca origem, diga-se de passagem. Tudo isto se veio a saber mais tarde através de um processo quase tão complicado como o do "Código Da Vinci" :

 ...Uma amante abandonada de D. Paio de Menezes e a quem este, no calor da paixão, tudo contara, quebrando o juramento feito na serra do Marão, foi vítima de uma tentativa de envenenamento, originada pelo desenrolar de um complicado amor lésbico no interior do convento de Braga onde se encontrava recolhida a expiar os pecados cometido nos peludos braços de D. Paio. Mas aconteceu que a curvilínea monja se convenceu que quem a queria matar era precisamente o antigo amante. Elaborou então um manuscrito onde contou tudo o que D. Paio lhe contara, mas pediu ao Bispo de Braga que guardasse o três vezes lacrado envelope que só podia ser aberto se ela morresse de forma suspeita...

Enfim, mais tarde houve quem tivesse acesso a este escrito e isso dava para um romance como atrás se disse.

O importante é que o segredo de D. Afonso Henriques poderá ser desvendado e envergonhar todos os portugueses crentes num princípio de nacionalidade bem mais puro e exemplar. Daí o apelo à Sr.ª ministra: Não deixe abrir a tumba!...


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publicado por Rui Jam às 00:35
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10 comentários:
De pacotesdeleite a 14 de Julho de 2006 às 19:52
Hii!!!! Mas que grande história...

Isto explica o pelo no peito do tuga e o mau feitio...

Obrigado por nos exclareceres... haha...


De N WARRIOR a 10 de Julho de 2009 às 03:41
Oh ,
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Oh , <BR class=incorrect <a name="incorrect">Ve-se</A> </A>que a evolução só se consta na matéria .ainda há os cegos que só importam com "historias dos fracos" <BR class=incorrect <a name="incorrect">Nao</A> </A>se vê que deve muito a aquele que levou o Portugal a ser o primeiro pais independente de europa?Oh não se deve comentar de alguém que não esta presente para defender o seu Eu. Abre os olhos da alma sem tem uma. Há os que caminharam e aqueles que continuam neste planeta só para missões e isto "incomoda" <BR>Verdade neste mundo--- só os Fortes Vencem <BR>Um espírito iluminado não faz gracinhas e nem chama um irmão de aldrabão <BR class=incorrect <a name="incorrect">So</A> </A>lamento em não ter encontrado este side e esta publicação antes para dizer o que realmente penso desta negatividade.


Warrior


De dalgimar beserra de Menezes a 2 de Dezembro de 2010 às 21:21
Gostei muito dessa história, ainda que ache que em toda parte passam-se fatos símiles. Ela é reminiscente - porém mais jocosa - da contada por Alexandre Dumas em O Máscara de Ferro. Meninos abandonados ou expostos, que reaparecem como grandes personagens, reis, príncipes e deuses, fazem parte da cultura ocidental e judaico-cristã; ninguém sabe quem é o pai de Jesus, dizem que um soldado romano chamado Pantera; nem pensar em DNA, ambos sumiram das páginas da história; umas poucas centúrias antes, lá vêm os bastardos Rômulo e Remo, filhos de Marte e Réia Sílvia, criados por uma loba, segundo alguns loba nenhuma, mas uma mulher dita Loba, do povo e da rua, se bem que rua aqui é mais força de expressão; para não falar de Moisés, recuperado numa cesta à deriva no velho Nilo, que não é o Tejo, mas para eles, egípcios, mais belo que qualquer Tejo; pois, o Tejo deles, egípcios. Tudo o que não é tradição é, com certeza, plágio, como se expressa Eugénio D`Ors, mais ibérico que eu, este americano misturado do sul. Mas enfim, que viva Dom Afonso Henriques! Permanece a tradição. Meu pai acaba de falecer, aos 95 anos, dentro da tradição chamando-se Afonso; ademais, com sobrenome de outros caracteres, bons ou maus dessa estória, Menezes. Alfim, quero elogiar as "calientes" monjas portuguesas, com vista d´olhos também em Mariana Alcoforado, a mulher do tenente francês.

Dioniso Lajes, zinho da Gangorra


De A.Pontes a 2 de Julho de 2012 às 13:18
Este fim de semana, tendo estado no Norte, nomeadamente em Braga e Guimarães, pude verificar a grande apetencia local para a jogatina ( Vulgo Batota ) para os copos ( Vulgo, laicas descomunais ) , para a discussão ( Vulo pancadaria de meia-noite ) e gajas,( Vulgo.....). É seguramente o verdadeiro fundador da Nação, cujos genes perduram até aos dias de hoje de norte a sul. Antes isso, do que sermos descendentes do tal monstrinho original...


De Anónimo a 10 de Outubro de 2012 às 15:51
Gostei da narrativa, só não entendi é porque é que isso nos haveria de envergonhar... por o D. Afonso ser de origens humildes? Até considero a estória inspiradora... lol Não vejo vergonha nenhuma nela...

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De Rui Jam a 10 de Outubro de 2012 às 16:28
O problema não é a origem do Afonso... Pelo visto até é muito boa e forte.
O problema é a nossa História iniciar-se com uma aldrabice,
Vendo bem, se calhar, até nem será de estranhar!... Ficou-nos na massa do sangue... Eh Eh Eh.
Sangue de aldrabões!...


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De Rogério Paulo Alonso Flores a 20 de Outubro de 2012 às 10:50
Abram a maldita tumba e constatem o que tiver que ser constatado, que a história siga o seu rumo, o que importa a esta altura, se ele era um filho bastardo ou não? Absolutamente nada. O que importa é que ele deu início a este país numa época em que os homens acreditavam nas causas e pagavam o preço pelas suas crenças. Hoje em dia o que temos, um bando de estúpidos buscando mistificar o passado para justificar o presente de apatia , incompetência generalizada e a falta de hombridade.


De JAMES RAINHO a 17 de Agosto de 2014 às 05:59
Afonso-Henriques filho de Egas Moniz

From what HISTORICAL SOURSE, did you get this trite??????????


De Anónimo a 8 de Outubro de 2015 às 01:01
Nunca vi tamanhã parvoice, é verdade que ele nasceu com uma deficiência nas pernas, mas curou-se.


De dalgimar B. de Menezes a 11 de Março de 2016 às 17:33
Tempos atrás, desenhei bem de perto, várias vezes, a tumba de Dom Afonso Henriques; desenhos horrorosos de criança de 7 anos de idade, desprovida de talento. Estão eles no ebook AZULEJOS, QUADRADOS MÁGICOS, LABIRINTOS E CAMPAS. Basta colocar este título na fenda do google, Voilà.
dalgimar b. de menezes.


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